O leite sempre esteve presente em todas as fases da minha vida e nunca me questionei sobre seus benefícios e/ou malefícios. De uma coisa eu sabia, o leite era o alimento perfeito para nutrir o nosso organismo e precisávamos consumi-lo diariamente para repor os níveis de cálcio e evitar fraturas ósseas. De porte deste conhecimento superficial, ao retornar de uma viagem de 3 semanas, me deparei com uma caixa de leite que esqueci aberta dentro da minha geladeira. O líquido estava em ótimo estado, sem coloração ou odor estranhos. Isso me fez pensar: O leite de caixinha é comida de verdade? É um alimento natural?

Mas o que é o leite?  A partir daquele dia, comecei a pesquisar um pouco mais a fundo.

O leite é uma combinação de diversos elementos sólidos em água, composto por:

  • Água;
  • Carboidratos (Lactose é o principal carboidrato do leite, sendo um dissacarídeo da galactose (β-D-galactose) com a glicose (β-D-glucose), normalmente rompida pela enzima lactase). A lactose é o açúcar do leite;
  • Proteína (Caseína é a principal proteína do leite);
  • Gorduras saturadas;
  • Minerais e vitaminas.

Abaixo uma ilustração mostrando a molécula de lactose sendo dividida em galactose (1) e glicose (2)  pela enzima lactase:

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABVL), o leite é o alimento completo, fonte de cálcio, vitaminas e minerais. No entanto, a associação não divulga que os leites de caixinha também são ricos em gorduras saturadas, hormônios, antibióticos, pesticidas / inseticidas, dentre outros que podem estar relacionados com muitas doenças graves incluindo doenças cardíacas, diabetes, câncer de mama, câncer de próstata, câncer de ovário, artrite, alergias, obesidades, acne, eczema, infecção nos ouvidos, doença de Crohn (doença inflamatória do sistema digestivo), osteoporose, esclerose múltipla, doença de Parkinson e muitas outras.

Hoje, são muito divergentes as opiniões acerca da necessidade do consumo de leite. No documentário Milk? (“Leite?”) produzido e dirigido pelo americano Sebastian Howard em 2012, disponível no Netflix Brasil, o médico e pesquisador clínico da Escola de Medicina George Washington, em Washington, Dr. Neal Barnard diz que “ Leite de vaca é a comida perfeita se você for um bezerrinho. Do contrário é realmente desnecessário. O problema é tudo que vem junto com o leite… é algo que tem como conseguir de forma muito mais saudável em outro lugar.”

Ainda segundo o Dr. Neal Barnard, estes problemas também estão relacionados ao consumo de laticínios. As estatísticas mostram que no ano de 1987 o americano consumia quase 5kg de queijo por ano. Hoje este consumo ultrapassa os 16kg por ano, ou seja, em 2,5 décadas, o consumo de queijo quintuplicou.

Consequências do consumo de leite e laticínios:

Diferente do que a maioria das pessoas ouviu falar a vida toda, o leite pode não ser tão bom para os ossos ou para a longevidade. Algumas pesquisas científicas mostram que o leite tem pouco ou nenhum benefício para os ossos e oferece maior risco de fraturas ósseas e mortalidade precoce para aquele que ingerem em grande quantidade.  Isto se deve a uma exposição crônica à D-galactose ou até mesmo em dose baixa, causando estresse oxidativo, inflamação crônica, neurodegeneração, resposta imunológica diminuída, dentre outros.

↑ consumo de leite         ↓ expectativa de vida

 

Aplicação de hormônio nas vacas leiteiras:

Para aumentar a produtividade dos rebanhos leiteiros, foi desenvolvido um hormônio sintético ao final dos anos 80 pela empresa Monsanto, chamado hormônio somatotropina bovina recombinante (Recombinant bovine somatotropin – rBST). Este hormônio foi aprovado pela Vigilância Sanitária dos Estados Unidos (Food and Drug Administration – FDA) em 1993. A resposta à utilização de rBST em vacas leiteiras é de um aumento de 10 a 15% na produção de leiteQuando o rBST é injetado nas vacas o IGF-1 aumenta no leite. O IGF-1 (Fator de Crescimento Insulínico)  é um componente natural de todo leite, produzido pelas glândulas mamárias, envolvido no crescimento normal e desenvolvimento durante à infancia, mas nos adultos isto pode promover o crescimento anormal das células e levar a alguns tipos de câncer, como de mama e gastrointestinal. Algumas pesquisas mostram que pessoas que bebem leite de vaca tem mais IGF-1 na corrente sanguínea do que as pessoas que não bebem.

No animal, o uso do rBST está relacionado a dor desnecessária, sofrimento e angústia,  aumento de extremidades (patas), mastite (inflamação da mama), distúrbios reprodutivos e outras doenças. Por volta do ano 2000, o uso do rBST foi banido na Europa, Japão, Austrália, Nova Zelândia e Canadá. Atualmente ainda é permitido no Brasil, bem como nos Estados Unidos.

Impacto do hormônio:

Conforme discutido anteriormente, devido ao uso do hormônio rBST, as vacas tendem a desenvolver mais mastite (inflamação da mama). A mastite apresenta-se nas formas clínica e subclínica. Na primeira, os sintomas são: secreção do leite com grumos, pus ou um aspecto aquoso; tetas e glândulas mamárias avermelhadas, duras, inchadas, doloridas e quentes. Outros sintomas característicos são febre, falta de apetite e morte quando há o agravamento da doença. Na forma subclínica, somente testes especiais podem detectar a doença. No tratamento das mastites são administrados antibióticos.

Uso de antibiótico:

Um estudo feito em 2007, no Brasil, concluiu que a presença de resíduos de antibióticos nos leites produzidos no país é preocupante, e indicam a presença de um perigo químico associado a esse produto. Estes resíduos no leite podem causar vários efeitos indesejáveis, como seleção de cepas bacterianas resistentes no ambiente e no consumidor, hipersensibilidade e possível choque anafilático em indivíduos alérgicos a essas substâncias, desequilíbrio da flora intestinal, além de efeito teratogênico (anomalias e malformações).

Consequências em geral:

Uma outra questão a ser mencionada é a relação do leite de vaca com a anemia ferropriva na infância. O leite de vaca tem aproximadamente quatro vezes mais cálcio que o leite humano, o que pode contribuir para a baixa absorção de ferro. De modo semelhante, a  caseína e proteínas do soro do leite também agem como inibidores da absorção do ferro. Quanto mais cedo ocorre a introdução de leite de vaca, maiores as chances de deficiência de ferro. Além disso, o consumo de leite de vaca pode estar associado às perdas de sangue oculto nas fezes, principalmente nas crianças menores de um ano. A utilização do leite de vaca em detrimento de outros alimentos ricos em ferro biodisponível constitui um risco para o desenvolvimento da anemia.

Leucose Enzoótica Bovina (BLV):

De acordo com alguns levantamentos realizados, grande parte dos rebanhos leiteiros está contaminado por uma enfermidade infectocontagiosa de origem viral chamada Leucose Enzoótica Bovina (Bovine Leukosis Infection – BLV) que se caracteriza por uma neoplasia do tecido linfóide. A prevalência desta infecção varia em alguns países, sendo 47,8% nos Estados Unidos, 28,6% na Bélgica, 19,7% no Canadá, etc. No Brasil, a infecção viral tem sido demonstrada em diversos estados, conforme tabela abaixo:

Estados% de BLV
São Paulo36,6%
Rio de Janeiro54,3%
Minas Gerais28,4%
Rondônia23%
Acre9,7%
Rio Grande do Sul9,2%

 

O BLV é eliminado no colostro e no leite das vacas infectadas. A grande maioria dos animais infectados não desenvolve linfossarcoma, linfocitose persistente ou qualquer outro sinal clínico, permanecendo portadores assintomáticos do vírus. As maiores taxas foram encontradas nos bovinos com finalidade de exploração leiteira. Evidências mostram a relação entre BLV e o risco de câncer em humanos.

Diferença entre alergia e intolerância à lactose:

Um outro ponto importante a ser considerado são a caseína (proteína do leite) e outras proteínas do leite, pois estas estão ligadas a uma grande variedade de problemas de saúde, incluindo alergias. De acordo com a Sociedade Européia de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica, a proteína do leite de vaca é a principal causa de alergia alimentar em bebês e crianças com menos de 3 anos de idade. Esta alergia é uma reação do sistema imunológico, principalmente às proteínas do coalho (caseína) e às proteínas do soro, pois ao nascer, o intestino e o sistema de defesa do bebê ainda estão terminando de se formar, ou seja, “aprendendo” a fazer a digestão dos alimentos e a defender o organismo contra substâncias nocivas.

A alergia ao leite de vaca não deve ser confundida com intolerância à lactose,  pois é uma reação excessiva do sistema imunológico a uma proteína alimentar específica, podendo ser potencialmente fatal. Ao contrário de alergias alimentares, intolerâncias alimentares não envolvem o sistema imunológico. As pessoas que são intolerantes à lactose têm deficiência da enzima lactase, que tem a função de quebrar a lactose. Como resultado, os pacientes com intolerância à lactose são incapazes de digerir estes alimentos e podem apresentar sintomas como náuseas, cólicas, gases, flatulência e diarreia. Embora a diarreia crônica seja o sintoma gastrointestinal mais comum de intolerância ao leite de vaca em crianças, os resultados atuais confirmam que a constipação crônica também pode ocorrer. Em um estudo aberto realizado em crianças menores de seis anos com constipação crônica, foi demonstrado que a esta constipação pode ser um sintoma de intolerância ao leite de vaca em cerca de dois terços dos pacientes estudados.

Evidências científicas sobre associação entre consumo de laticínios e desenvolvimento de doenças:

The China Study é considerado o mais amplo estudo sobre saúde e nutrição do mundo, feito pelo Dr. T. Colin Campbell e seu filho, Thomas M. Campbell, que revelou como o excesso de proteína do leite de vaca (caseína) na dieta pode causar o câncer. O estudo foi realizado na China, onde a população é geneticamente similar, tende a viver da mesma forma, no mesmo lugar e comer os mesmos alimentos ao longo da vida. A investigação, que durou aproximadamente 20 anos, retratou estilo de vida, dieta, fatores ambientais e impactos sobre a mortalidade em 65 condados rurais chineses, com um levantamento das taxas de mortalidade para 12 tipos de câncer em mais de 2.400 municípios e 880 milhões de pessoas. As conclusões do estudo apontam uma correlação entre a dieta animal e doenças. As dietas ricas em proteínas de origem animal (incluindo caseína no leite de vaca) foram fortemente associadas a doenças cardíacas, câncer e diabetes tipo 1.

Tanto a caseína como as outras proteínas do leite podem desencadear reações autoimunes, levando à destruição das células do pâncreas que produzem a insulina. Países que tem baixo consumo de leite, como o Japão, tiveram baixa incidência de diabetes, enquanto aqueles com alto consumo, como a Finlândia, têm alta incidência da doença.

A Academia Americana de Pediatria recomenda que a ingestão de leite de vaca seja evitada nas crianças para prevenir o diabetes mellitus tipo 1.

“Uma redução de até 30% na incidência de diabetes mellitus tipo 1 é relatada para crianças que são exclusivamente amamentadas por pelo menos 3 meses, evitando assim a exposição à proteína do leite de vaca.”

Hoje não faltam estudos e evidências de que o consumo de leite e laticínios estão diretamente ligados à causa de diversas doenças, no entanto o mercado e o governo seguem no sentido contrário, como vocês podem ver clicando aqui e aqui. O fato é que são diversas as fontes de cálcio, vitaminas e sais minerais noutros alimentos, que são melhor absorvidos pelo organismo e não prejudicam nosso corpo como o leite.

Aqui está uma lista que compara a quantidade de cálcio encontrada em diferentes tipos de alimentos:

AlimentoPorçãoQuantidade de cálcio (miligramas)
Iogurte, com baixo teor de gordura 236,3 ml 415
Couve, congelada, cozida 1 copo 357
Leite, desnatado 1 copo 306
Iogurte, integral 236,3 ml 275
Feijão fradinho, cozido 1 copo 211
Salmão, enlatado 85g 181
Tofu com cálcio adicionado 85g 163
Queijo, pasteurizado 28,3g 162
Mix de nozes, sementes, pedaços de chocolate 1 copo 159
Feijão, cozido, enlatado 1 copo 154
Queijo cottage, 1% gordura 1 copo 138
Alface americana 1 pé de alface 97
Ervilhas, verdes, cozidas 1 copo 94
Leite de soja 1 copo 93
Laranja 1 copo 72
Amêndoas 24 unidades 70

Sabemos que são grandes as forças financeiras e culturais quando o assunto é consumo de leite. Mas e a nossa saúde? Repense sobre isso, faça um teste em você mesmo, com responsabilidade e agora com um pouco mais de informação.


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Por Pamela Blumer

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