Você já acordou sem conseguir se mexer ou falar? Entenda

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2019

A experiência, tal como descrita pelos que passaram por ela (alguns, várias vezes!), é aterrorizante, algo que parece ter saído de um filme de terror. A pessoa acorda no meio da noite, incapaz de se mover, incapaz até de pedir por socorro. Muitas vezes, enquanto isso acontece, a pessoa sente-se observada por uma presença maligna e/ou arrancada do próprio corpo ou tem alucinações ou sente um peso sobre o peito, como se alguém estivesse sentado sobre ele. Não é de estranhar que, com essas características, culturas ao redor do mundo tenham atribuído a chamada #paralisia do sono à ação de entidades sobrenaturais, como demônios e espíritos. Não chega também a surpreender que alguns estejam propondo a condição como uma explicação possível para os relatos de pessoas que afirmam ter sido sequestradas por extraterrestres.

Você já acordou sem conseguir se mexer ou falar? Entenda

Durante a fase R.E.M. (cujo nome faz referência ao tipo de movimento rápido dos olhos – rapid eye movement, em inglês – que ocorre nesse estágio) do sono, os músculos do corpo responsáveis por muitos dos movimentos voluntários ficam paralisados, o que é conveniente porque essa fase é caracterizada por sonhos frequentes e intensos que poderiam levar a pessoa agir com base neles, machucando-se no processo.

Infelizmente, se a pessoa acorda durante esse período de paralisia, o cérebro adquire consciência antes que o corpo retome seu funcionamento normal, o que explica a incapacidade do indivíduo de se mover. Geralmente, a duração do fenômeno é de, no máximo, uns poucos minutos. Embora a experiência possa ser bastante assustadora, ela não ameaça a saúde do organismo embora possa ser causada por problemas como narcolepsia, doenças neurológicas e hábitos de sono irregulares.

Segundo a neurologista Dalva Poyares, especialista em Medicina do Sono, não há muito que se possa fazer durante um caso de paralisia do sono exceto manter a calma e se concentrar nos músculos que for possível mover, como os dos olhos e das pontas dos dedos, por exemplo.

Estima-se que a paralisia do sono atinja mulheres e homens com a mesma frequência e que cerca de seis por cento da população experimente frequentemente o problema. Pesquisas tentado detectar a proporção de pessoas que já tiveram uma experiência de paralisia do sono apresentam variações enormes entre si. Cerca de metade das pessoas diagnosticadas com narcolepsia sofrem de paralisia do sono como um sintoma secundário.


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