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Vivemos uma crise ética no Brasil segundo Presidente da OAB

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O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, nesta terça-feira (15), no Fórum Jovem Pan Mitos & Fatos, realizado na cidade de São Paulo, afirmou que “mais do que econômica, vivemos uma crise ética no Brasil”.

Ainda, destacou a necessidade do envolvimento da sociedade civil organizada na depuração política.

Confira trechos da palestra aqui:

“O Brasil precisa de uma reforma política, uma verdadeira depuração da classe política. Isto não é demonizar ou criminalizar a política, mas muitos dos que estão aí hoje não representam a sociedade. Para que a reforma ocorra, precisamos do engajamento e da força da sociedade civil organizada”.

“O que ouvimos de contrariedade quanto a isso? Até o momento, muito pouco. A sociedade precisa cada vez mais estar vinculada a estas pautas e dizer o que quer e o que não quer”, manifestou-se sobre a proposta de criação pela Câmara dos Deputados de um fundo de R$ 3,6 bilhões para financiar a política.

“A Constituição precisa ser respeitada no seu todo. E hoje, quando vemos manifestações de políticos não comprometidos com a causa daqueles que os elegeram, temos de dizer que ‘isso não queremos’. Se não tivermos visão exata de que combateremos isso com efetividade, a mudança que todos queremos não vai se dar”.

“Tenho procurado conduzir a OAB com essa visão da imparcialidade, do combate efetivo à corrupção e impunidade. A Ordem precisa estar sintonizada com os princípios da Constituição, como o devido processo legal, ampla a defesa, contraditório”.

Por fim, o presidente da OAB também reforçou o posicionamento da entidade contra a prisão após condenação em segunda instância ou seja, defende que a pessoa seja presa apenas após o trânsito em julgado em sentença.

“Prisão em segunda instância não. É uma posição histórica da Ordem, que entende que o combate ao crime deve ser com base nos princípios da constituição. A OAB tem que defender isso”.

“Falta capacidade do poder judiciário frente à demanda que temos. Que justiça é essa que vai combater a corrupção e a impunidade com falta de servidores de Justiça?”.

“Estamos nos esquecendo do princípio da duração do processo. Hoje cobramos muito que o processo tenha fim rápido e não vemos isso”.


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