Rússia e China criam universidade internacional

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A Rússia e a China lançam um novo projeto educativo que recebeu apoio a nível governamental. Em Shenzhen foi assinado um acordo sobre a construção na cidade de uma universidade internacional que prepará especialistas com base nos programas e padrões de ensino da Universidade Estatal de Moscou (UEM). O parceiro da parte chinesa é a Universidade Tecnológica de Pequim.

Foto: RIA Novosti
Foto: RIA Novosti

Os finalistas da futura universidade receberão dois diplomas: da UEM e da universidade internacional. As aulas serão em russo, chinês e inglês. Os primeiros estudantes deverão ingressar em 1 de setembro de 2015. O preço dos estudos deverá corresponder ao nível chinês médio, revelou Serguei Shakhrai, vice-reitor da UEM:

“Na nova universidade há treze especialidades modernas. A ciência da Terra: Geologia, Geodésia, Cartografia, Bitecnologia. Além disso, Tecnologias de Informação, Língua e Literatura russas. Haverá também estudos espaciais. 50% dos professores serão da UEM, que irão à China em comissão de serviço”.

No primeiro ano, os estudantes chineses irão estudar língua russa e os russos estudarão chinês. Depois, haverá uma divisão por especialidades. Segundo Shakhrai, o potencial da UEM, multiplicado pela envergadura chinesa, deve dar um bom resultado.

O acadêmico Hu Haiyan, reitor da Universidade Tecnológica de Pequim, deu uma nota alta ao projeto russo-chinês:

“A criação de uma escola superior conjunta na base da UEM e da Universidade Tecnológica de Pequim alargará consideravelmente as possibilidades de estudos científicos e de preparação de quadros altamente qualificados. E será também mais um testemunho da amizade tradicional e da confiança profunda entre os nossos países”.

Por proposta das autoridades de Shenzhen, foi decidido construir o complexo universitário a partir do zero. O lançamento da primeira pedra está planejado para o ano corrente. Foram reservados 34 hectares de terra para a construção da universidade internacional. Além do edifício central, nessa área ficarão instaladas as repúblicas estudantis e laboratórios científicos.

VIA: VOZ DA RÚSSIA

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