Para muita gente, rodear-se de pessoas com quem possa compartilhar experiências dia após dia é fundamental – de tal forma que, se não fizerem parte de um grande grupo, nunca se sentem totalmente felizes.

Decerto muitos de nós já sentiram isso, principalmente durante a juventude. Na escola, as dinâmicas de grupo podem ser realmente traumáticas, e quando sofremos de exclusão, isso deixa uma marca.

Contudo, ao crescer, passamos a ver as coisas com outros olhos e percebemos que não faz sentido toda essa ansiedade social.

Se na escola não fazíamos parte do grupo dos “populares”, provavelmente não tínhamos muitos “amigos”. Sim, amigos entre aspas, porque a verdadeira amizade é um bem raro de encontrar, e certamente não medido pela quantidade de relações, no geral baseados em aparência.

Conforme amadurecemos e o tempo passa, compreendemos que, para nos sentirmos aceites e completos, não precisamos de dezenas de pessoas à nossa volta, e apenas sim daquelas que são realmente nossas amigas.

Os grupos fechados, as exclusões, provocações e suposições ficaram lá atrás, na adolescência, quando muitos jovens não sabiam ser melhores.

Assim, quando tudo parece negativo, é importante projetar-se mentalmente para o futuro, a altura em que se começa a viver, a entender quem somos e o que queremos, de nós mesmos e dos outros.

Tornamo-nos mais nós e passamos a fazer coisas que lamentamos não ter sido capazes de fazer anteriormente, como escolher melhor as nossas companhias.

Fortalecidos por uma autoconfiança recém-descoberta, começamos a mostrar-nos mais abertos e solidários com os outros, pois quanto mais em paz estivermos connosco, melhor seremos para quem nos rodeia.

A seu tempo, encontraremos pessoas especiais, com visões em comum, que gostam de nós exatamente como somos e nos respeitam. Mesmo que não seja um grande grupo, será mais que suficiente para ser feliz. “Poucos mas bons”!

A verdade é que nem todos nos merecem, e é por isso que devemos selecionar bem as pessoas com quem nos damos. Essas serão as pessoas que vale a pena preservar e que vão ficar para sempre.

Seja uma ou dez, é só dela(s) que realmente precisamos.

Ademir Fábio Quinot Ströher - ( Duda Renovatio )
Pai da Sophie e do Gael Cursou Análise e Desenvolvimento de Sistemas (UDESC) e Filosofia (UFSC), juntando as duas paixões que são a tecnologia e o livre pensar. Idealizador e criador do Portal Pensador Anônimo, o qual foi projeto de TCC (Filosofia da informação) do curso de Filosofia, colocado em prática as teses do Filósofo Francês, Pierre Lévy,( Inteligência coletiva; Cibercultura; Ciberdemocracia). Que a força esteja com vocês!