Ando bastante impressionado com os filmes que tenho visto da Índia, pois além da qualidade técnica, o cinema hindu não deixa a desejar no roteiro, pelo contrário, apesar de narrativas super fáceis de entender (e de agradar a todos os públicos), os enredos conseguem entregar um entretenimento muito mais edificante que os hollywoodianos.

Um exemplo disso é o longa Meu Nome é Khan, o qual conta a história de um indiano praticante do islamismo. Khan nasceu com síndrome de Asperger, deficiência mental que faz ele ser tratado de maneira diferente pela sociedade. Sem se importar com as suas limitações, ele se muda para os Estados Unidos, onde reside o seu irmão, justamente na época do atentado às Torres Gêmeas, episódio que instaura o medo e o preconceito na população, levando o coitado a ser preso por suspeita de terrorismo.

Apesar da sinopse meio tensa, o filme aborda estes temas de maneira palatável, certamente você vai torcer pelo personagem. Enquanto acompanhamos a jornada de Khan, o roteiro lança lições a respeito de tolerância, injustiça, amor ao próximo… Os responsáveis por esta obra, incluindo o ator, conseguem fazer a gente acreditar que um portador da síndrome de Asperger pode, sim, ser cheio de empatia, altruísmo e gratidão.

Meu Nome é Khan segue um estilo narrativo bastante parecido com o Milagre na Cela 7, o qual provavelmente você leitor já deve ter visto, e se não viu, indico assistir, ambos estão no catálogo da Netflix, o que já facilita. Com esta comparação, eu quero dizer: prepare-se para se emocionar, sorrir, chorar… As 2 horas e 40 minutos passam voando.

Em suma, é um daqueles filmes que faz a gente voltar a acreditar que a humanidade não é de todo o mal.  Ao terminar de assistir, dá vontade de ser um ser humano melhor. Nota 9.


Via : uziporai