Jovem com doença rara sente “a maior dor que um ser humano pode suportar”

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Paige Howitt, uma jovem britânica de 23 anos, sofre de uma doença rara que lhe provoca dores insuportáveis no joelho esquerdo, semelhantes à dor da pele a ser queimada por fogo. Esta condição obriga a mulher a ter de dormir ao lado de um congelador, mesmo em dias de muito frio.

Jovem com doença rara sente “a maior dor que um ser humano pode suportar”

A britânica, residente em Birmingham, foi diagnostica com o síndrome de dor complexa regional, em 2015. Os especialistas acreditam que quem sofre desta patologia experiência constantemente a maior dor que um ser humano pode suportar, e que causa uma agonia pior do que um parto, a amputação de um membro, a quebra de um osso e até do que um cancro.

A jovem vê-se obrigada a ter que utilizar pacotes de gelo agarrados ao joelho, na tentativa de diminuir a intensidade da dor. Paige garante só conseguir dormir cerca de quatro horas por noite.

Agora, a mulher de 23 anos está tentando angariar fundos para comprar uma câmara de oxigénio hiperbárica, para poder realizar uma terapia que lhe acalme a dor o maior número de vezes no conforto da sua casa. Caso não consiga arrecadar o dinheiro, Paige vai ter de amputar a perna.

“Esta doença arruinou a minha vida social. É muito difícil para mim por exemplo ir ao cinema ou ir sair à noite porque a minha perna tem que estar sempre numa determinada posição, senão é um sofrimento atroz. Para dormir tenho que usar uma almofada de gravidez para garantir que o joelho não saia da posição, e envolvê-lo com sacos de gelo”, explicou a jovem ao jornal britânico The Mirror.

Paige sofre de uma depressão profunda desde que foi diagnosticada com o síndrome de dor complexa regional. Tudo começou em 2011, quando foi operada no joelho para alinhar a sua rótula esquerda. “Os médicos descobriram que todos os nervos daquela zona tinham sido afetados pela operação, e isso desenvolveu esta doença”, recorda a britânica, que teve de abandonar os estudos em enfermagem.

Quando começou a realizar tratamento com oxigénio hiperbárico, Paige começou a sentir a dor muito mais aliviada e o seu estilo de vida tem melhorado. No entanto, para que tal tivesse resultado, a jovem teria que realizar os tratamentos pelo menos três vezes por semana. “Neste momento não consigo fazer porque o hospital ainda fica muito longe para mim e eu não tenho capacidade financeira para pagar as viagens para o resto da vida. Tenho esperança de que consiga comprar a minha própria câmara e fazer a terapia em casa”, disse.

Paige vive atualmente com o namorado de 24 anos, mecânico de profissão, em Birmingham.


Pensador Anônimo

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