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Conheça a ativista que anulou mais de 850 casamentos infantis para que meninas voltassem a estudar

A ativista Inkosi Kachindamoto anulou mais de 850 casamentos iinfantis no distrito de Dedza, na região central do Malawi. O casamento infantil e gravidez continuam a ser as principais causas elevadas das taxas de abandono escolar no país. Embora haja um número igual de meninos e meninas nas classes da escola primária no Malawi, apenas 45% das meninas permanecem a escola depois da 8ª série.

Os casamentos tradicionais são regulados por guardiões da cultura. No Malawi, em 2012, uma em cada duas meninas foi casada antes dos 18 anos. De acordo com o Fundo de População das Nações Unidas, o país tem uma das mais altas taxas de casamento infantil no mundo.

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A decisão de Kachindamoto encontrou resistência de outros líderes comunitários e de jovens casais, mas ela seguiu com sua campanha. Com status de chefe e líder da comunidade, ela puniu membros de sua aldeia que consentiram a realização dos casamentos infantis.

Ela já foi ameaçada de morte mais de uma vez, por ir contra esse costume que vai contra todos os preceitos de direitos humanos, mas que, infelizmente, faz parte da cultura desse país.

Mesmo trabalhando há uma década para garantir vidas mais dignas para essas meninas africanas, só em 2015 ela conseguiu, enfim, que fosse instituída a maioridade de 18 anos para uniões civis no Malauí. Essa lei já vale em países como o Brasil, por exemplo, onde é crime o casamento com menores de idade. Mas Theresa ainda luta para aumentar esta idade para 21 anos, ainda conforme publicação da revista Cláudia. Outra pauta defendida pela ativista é a extinção de rituais que iniciam garotas sexualmente. Neles, as crianças aprendem “como agradar aos homens”, realizando danças estimulantes. Por mais absurdo que possa parecer, no Malauí, é comum se deparar com meninas gestantes aos 12 anos, por exemplo.

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Como o país é muito pobre, até as próprias famílias estimulam estes casamentos, antes da hora, pois veem na saída de suas filhas de casa uma forma de diminuir os gastos.

É por isso que tanto o matrimônio como as próprias gestações, acabam recebendo o “aval” das famílias, porque para eles isso é algo normal. Consequentemente, muitas meninas, sejam elas crianças ou adolescentes, acabam vítimas de agressões, estupros e exploração de seus próprios maridos, quando o casamento deveria ser o último de seus objetivos.


Com informações da ONU Mulheres

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