A lição do saco de carvão

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O pequeno Paulo de 10 anos entra em casa furioso e fala:

– Papai, estou com muita raiva do Juca, quero matar esse cara, sabia?
Ele me humilhou na frente dos meus amigos; eu não aceito isso! Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir pra aula.

O pai caminha até o abrigo onde guarda um saco de carvão e o leva até o quintal, abre o saco de carvão e propõe ao Paulo:

A lição do saco de carvão

– Filho… Faça de conta que aquele lençol limpinho que está secando no varal é seu amigo Juca e atire cada pedaço de carvão nele como se fossem seus desejos sobre ele. Depois eu volto para ver como ficou. O varal com o lençol estava longe e poucos pedaços de carvão acertavam o alvo.

O pai retorna e lhe pergunta:

– Filho? Como está se sentindo agora?

-Cansado pai mas alegre porque acertei muitos pedaços de carvão no lençol.

O pai então diz carinhosamente:

-Filho venha comigo até o meu quarto. Ao se deparar em frente ao espelho totalmente sujo se assustou, pois só via seus olhos e dentes.

O pai então lhe diz ternamente:

-Filho você viu que o lençol quase não ficou sujo, mas olhe só para você…
O mal que desejamos aos outros é como o que aconteceu, por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos os resíduos e a fuligem ficam sempre em nós mesmos.
Cuidado com seus pensamentos: Eles se transformam em palavras.
Cuidado com as palavras: Elas se transformam em ações.
Cuidado com suas ações: Elas se transformam em hábitos e eles moldam o seu caráter. Cuidado com seu caráter ele decidirá o seu destino.


Pensador Anônimo

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