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As mães que celebram a expulsão de um menino autista da sala dos filhos

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– Finalmente, uma ótima notícia! Já era hora de fazerem valer os direitos da criança para 35 e não para uma só!

– Que ótimo para os meninos! Espero que possam estudar e estar tranquilos!

– Um alívio para os nossos. Agora é esperar que isso seja oficializado.

Com essas expressões de alegria, as mães do colégio religioso San Antonio de Padua, da Argentina, comemoraram a expulsão de um menor com síndrome de Asperger da sala em que seus filhos estudam. Elas pressionavam a escola havia meses para que o expulsassem, com a ameaça de não levar “os seus” para a classe. E o colégio aceitou, mudando o menino de turma.

Emojis de felicidade, festa e alvoroço não demoraram a aparecer no grupo de WhastApp das mães dos outros alunos, ante o espanto e a indignação da família do menor expulso. Em questão de horas, o festejo discriminatório viralizou graças a uma cópia da conversa e sua denúncia pública nas redes sociais feita pela tia do garoto, Rosaura Gómes.

“Ele tem síndrome de Asperger, é um doce. Está na quinta série dessa escola. As mães dos coleguinhas faziam greve (não levavam seus filhos supostamente até que não tirassem meu sobrinho da escola). Isso não aconteceu, mas colocaram meu sobrinho em outra sala. É um colégio supostamente religioso, e essa foi a reação das mães quando souberam…. é muito triste que falem assim de uma criança, e a verdade é que a escola deixa muito a desejar”, escreveu Rosaura no Facebook.

Por sua vez, o representante legal do colégio, Gustavo González, declarou ao canal de TV argentino C5N que “[a escola] trabalha há cerca de quatro anos com o menino”. “Tentamos distintas estratégias pedagógicas com o garoto, e há pouco decidiu-se mudar o aluno de turma para que estivesse em um novo entorno.” Segundo González, a decisão foi assinada por todos os pais. “O que não esperávamos era essa comemoração e essa alegria pela decisão. Isso está errado. Precisamos conversar com os pais. Não é normal”, afirmou.

Discriminação pela deficiência

A síndrome de Asperger é um dos transtornos do espectro autista (TEA) mais comuns e menos conhecido, alvo de preconceitos e discriminação – como neste caso na Argentina. “A síndrome afeta a interação social recíproca e a comunicação verbal e não verbal. [A pessoa tem] resistência em aceitar as mudanças, inflexibilidade do pensamento e campos de interesse estreitos e absorventes”, explica a Confederação Asperger Espanha, que trabalha para melhorar a inclusão social desse coletivo.

Quanto ao caso de discriminação entre as mães do colégio argentino, a Confederação faz referência ao artigo 24.1 da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que este colégio teria ignorado.

“1. Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência à educação. Para efetivar esse direito sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, os Estados Partes assegurarão o sistema educacional inclusivo em todos os níveis, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida, com os seguintes objetivos:

a) O pleno desenvolvimento do potencial humano e do senso de dignidade e autoestima, além do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos, pelas liberdades fundamentais e pela diversidade humana;

b) O máximo desenvolvimento possível da personalidade e dos talentos e da criatividade das pessoas com deficiência, assim como de suas habilidades físicas e intelectuais;

c) A participação efetiva das pessoas com deficiência em uma sociedade livre.

Em que terá ponto a sociedade terá falhado para que uma criança precise ser expulsa de uma sala por ter capacidades diferentes? As pessoas com essa síndrome se destacam por suas habilidades matemáticas e sua memória extraordinária, mas são afetadas em sua interação social recíproca e sua comunicação verbal e não verbal. Resistem às mudanças e sofrem com o isolamento, as críticas e o fracasso.

Durante a etapa escolar, essas crianças encontram mais dificuldades para fazer amigos e se comunicar com eles, algo que é agravado num contexto de discriminação social como o do colégio argentino. “As crianças com a síndrome de Asperger buscam o carinho e a proximidade porque percebem a rejeição. É verdade que podem ter dificuldades porque tentam se comunicar e relacionar de uma forma diferente, mas um trabalho prévio com os colegas teria facilitado sua integração. Sempre devemos dar informações aos menores adaptada à sua idade e linguagem, com exemplos que os façam se colocar no lugar dessa criança. Aqui falhou a empatia, a informação e o trabalho prévio de inclusão para que as famílias entendam esse transtorno e saibam interpretá-lo. E isso deveria ser feito – embora o tenham mudado para outra turma – porque os filhos das famílias que pediam sua expulsão ainda estão expostos à discriminação transmitida por seus pais”, explica o psicólogo Guillermo Fouce, do setor de Intervenção Social da Ordem de Psicólogos de Madri e presidente da organização Psicologia Sem Fronteiras.

Segundo o especialista, nos últimos tem se observado na Espanha um aumento da discriminação nas salas de aula por motivos étnicos e religiosos, mas ainda se mantém certo respeito pelas capacidades diferentes, com recursos – reduzidos após a crise – para integrar esses menores. “Não se pode deixar essa tarefa apenas aos colégios e professores. A educação inclusiva tem três eixos: a escola; os pais, mais, avós e tutores; e o entorno, o bairro, justamente onde se espalham os rumores, as mensagens do WhatsApp e a discriminação”, conclui Fouce.

O quadrinista brasileiro Fulvio Pacheco, de 40 anos, soube que tinha a síndrome de Asperger logo depois que seu filho, Murilo, foi diagnosticado com autismo. Na experiência do curitibano, contada no jornal O Globo,  ele diz que Murilo foi mais bem integrado na escola pública. “No total, ele já passou por três escolas particulares e em nenhuma delas foi tão bem entendido quando na escola municipal”, diz Pacheco, que lançou um gibi chamado Relatos Azuis para divulgar questões do autismo e defende a preparação da escola para lidar a questão. O quadrinho foi distribuído para cerca de mil tutores de crianças autistas nas escolas municipais de Curitiba.

CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM ACTIVIDADE LIMITADA

Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência Artigo 24. Educação 1. Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência à educação. Para efetivar esse direito sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, os Estados Partes assegurarão sistema educacional inclusivo em todos os níveis, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida, com os seguintes objetivos: a) O pleno desenvolvimento do potencial humano e do senso de dignidade e autoestima, além do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos, pelas liberdades fundamentais e pela diversidade humana; b) O máximo desenvolvimento possível da personalidade e dos talentos e da criatividade das pessoas com deficiência, assim como de suas habilidades físicas e intelectuais; c) A participação efetiva das pessoas com deficiência em uma sociedade livre. 2. Para a realização desse direito, os Estados Partes assegurarão que: a) As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino primário gratuito e compulsório ou do ensino secundário, sob alegação de deficiência; b) As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino primário inclusivo, de qualidade e gratuito, e ao ensino secundário, em igualdade de condições com as demais pessoas na comunidade em que vivem; c) Adaptações razoáveis de acordo com as necessidades individuais sejam providenciadas; d) As pessoas com deficiência recebam o apoio necessário, no âmbito do sistema educacional geral, com vistas a facilitar sua efetiva educação; e) Medidas de apoio individualizadas e efetivas sejam adotadas em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social, de acordo com a meta de inclusão plena. 3. Os Estados Partes assegurarão às pessoas com deficiência a possibilidade de adquirir as competências práticas e sociais necessárias de modo a facilitar às pessoas com deficiência sua plena e igual participação no sistema de ensino e na vida em comunidade. Para tanto, os Estados Partes tomarão medidas apropriadas, incluindo: a) Facilitação do aprendizado do braille, escrita alternativa, modos, meios e formatos de comunicação aumentativa e alternativa, e habilidades de orientação e mobilidade, além de facilitação do apoio e aconselhamento de pares; b) Facilitação do aprendizado da língua de sinais e promoção da identidade linguística da comunidade surda; c) Garantia de que a educação de pessoas, em particular crianças cegas, surdocegas e surdas, seja ministrada nas línguas e nos modos e meios de comunicação mais adequados ao indivíduo e em ambientes que favoreçam ao máximo seu desenvolvimento acadêmico e social. 4. A fim de contribuir para o exercício desse direito, os Estados Partes tomarão medidas apropriadas para empregar professores, inclusive professores com deficiência, habilitados para o ensino da língua de sinais e/ou do braille, e para capacitar profissionais e equipes atuantes em todos os níveis de ensino. Essa capacitação incorporará a conscientização da deficiência e a utilização de modos, meios e formatos apropriados de comunicação aumentativa e alternativa, e técnicas e materiais pedagógicos, como apoios para pessoas com deficiência. 5. Os Estados Partes assegurarão que as pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino superior em geral, treinamento profissional de acordo com sua vocação, educação para adultos e formação continuada, sem discriminação e em igualdade de condições. Para tanto, os Estados Partes assegurarão a provisão de adaptações razoáveis para pessoas com deficiência.

Juiz emancipa jovem que morou em galinheiro para entrar no Minha Casa Minha Vida

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Em decisão incomum, o juiz Luciano Ribeiro Guimarães Filho emancipou uma jovem de 17 anos para que ela pudesse ser contemplada com uma casa no programa Minha Casa Minha Vida. Guimarães Filho é titular da 1ª Vara dos Feitos Relativos às Relações de Consumo, Cíveis, Comerciais e Acidentes de Trabalho, da comarca de Jequié, na Bahia. A decisão é do dia 16 de outubro.

A sentença foi inteiramente concedida em primeira pessoa, algo raro na magistratura brasileira. O juiz chegou a afirmar, no fim da decisão, que foi “incontrolável o acalentador desejo de um pai em abraçar aquela jovem, transmitindo-lhe algum conforto, carinho e esperança”.

Juiz emancipa jovem que morou em galinheiro para entrar no Minha Casa Minha Vida

O motivo da inabitual sentença, segundo o juiz, foi a carga emocional envolvida na situação da jovem. Na decisão, o magistrado ressaltou que, segundo o Código Civil, a jovem não poderia ser emancipada pois não cumpria nenhum requisito para o deferimento do pedido. Entre os critérios estão estudar, exercer atividade laborativa remunerada ou possuir renda própria.

Para Guimarães Filho, porém, a Constituição Federal, que garante o direito a uma vida digna e o direito à moradia, deveria se sobrepor ao que está disposto no Código Civil.

“Não se pode julgar o presente caso apenas se utilizando do Código Civil, que regula a matéria, mas devemos ir além, utilizando-se de outras disposições do nosso ordenamento (Constituição Federal), na medida em que o caso em apreço não versa sobre mero direito a emancipação, mas ao direito a uma vida digna e ao direito à moradia de uma jovem massacrada por uma sociedade injusta e absurdamente desigual “, diz trecho da decisão.

Uma vida severina

A jovem tem 17 anos e viveu boa parte de sua adolescência em um galinheiro na beira da BR-330, rodovia que vai do norte da Bahia ao sul do Maranhão. Desde os 11 anos, ela vive sozinha, sem amparo familiar – o pai morreu quando ela ainda era criança e a mãe a abandonou.

Durante os dois anos em que viveu no galinheiro, ela dependia das pessoas que passavam pela pista para se alimentar. Conheceu, nesse período, um jovem adulto, com quem se relacionou por alguns meses. Ficou grávida aos 15 anos de idade.

O bebê, no entanto, faleceu com poucos meses de vida. Segundo a assistente social que cuidou do caso, a suspeita é de que o bebê tenha morrido por ter sido esmagado por ela, com quem dividia uma cama de solteiro. A jovem ficou grávida novamente e hoje tem um filho prestes a completar dois anos de idade.

Depois de viver todas as mazelas da pobreza extrema, a jovem, com o apoio de uma assistente social, foi contemplada com uma casa no programa Minha Casa Minha Vida. No momento de receber a residência, no entanto, ela foi impedida de assinar o contrato por ser menor de idade.

A Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA) foi acionada e passou a pleitear o direito da mulher. Segundo a defesa, a jovem “não somente tinha condições de ser emancipada, como se encontrava emancipada desde os 11 anos de idade.”

Como relatado pelo próprio juiz, se analisado com base no Código Civil, a jovem não poderia ser emancipada pois não cumpre nenhum requisito para o deferimento do pedido. O ordenamento jurídico brasileiro prevê que o jovem deve ter pais para lhe conceder o direito, estar casado na lei civil, exercer emprego público efetivo, ter colado grau em curso de ensino superior ou possuir estabelecimento civil ou comercial.

No entanto, o juiz ponderou que a Constituição Federal, que garante o direito a uma vida digna e o direito à moradia, deveria se sobrepor ao que está disposto no Código Civil. E escreveu, pondo-se no centro da cena: “como julgar o presente caso apenas com base na letra fria da lei, que, não raramente, deixa de contemplar e prever as tragédias que são impostas a significativa parcela da população brasileira?”

Segundo ele, apenas a emancipação civil poderia dar dignidade à jovem, que “possui pais que, juntamente com o Estado, há muito lhe viraram as costas, negando-lhe direitos e apenas lhe impondo a obrigação de lutar por sua sobrevivência e, repita-se, dignidade”.

Com a decisão, ela já está oficialmente emancipada e apta a receber a casa no programa assistencial – apesar de ter perdido algumas posições na fila.

Em entrevista, o juiz Guimarães Filho afirmou que, em 15 anos de carreira, nunca havia escrito uma sentença em primeira pessoa. Segundo ele, a decisão foi prolatada com tamanha carga emocional que exigiu dele esse desabafo.

“Somos instruídos a não dar decisões em primeira pessoa. Mas o caso envolvia uma violência social muito grande. A gente julga como o Estado, mas, nesse julgamento, não. Eu quis ser eu mesmo: o pai, o atleta, o filho, o irmão, o cidadão. Foi um desabafo”, contou.

Ele afirmou que desde o primeiro momento em que teve contato com a jovem percebeu se tratar de um caso especial.

“Meu primeiro choque foi quando vi a menina na audiência de instrução. Apesar de ela nunca ter feito nada contra ninguém, ou nunca ter cometido crime nenhum, a postura dela era como se ela fosse ré de um processo criminal. Estava o tempo todo de cabeça baixa e chorando”, disse.

O juiz também afirmou que recebeu diversos elogios, mesmo de seus colegas magistrados. “Não fiquei preocupado de me acusarem de ativismo judicial. Não foi realmente minha preocupação. E, ainda que dessem essa conotação, valeria à pena. Valeria o grito e o desabafo”, disse.

Guimarães Filho ressaltou ainda o tamanho da desigualdade que ele presencia no cotidiano de Jequié, cidade no interior da Bahia. “O Nordeste é muito pobre. A realidade no Sul e no Sudeste não é a mesma da vivida aqui. Há muitas ações de alimentos nas quais são feitos acordos de 10% sobre o valor do salário mínimo e você precisa ver a felicidade da mãe. Aquilo realmente ajuda muito na vida dela, do filho dela”, disse. “A coisa vai se somando e chega uma hora que você explode. Foi o que aconteceu comigo.”

Ao final da sentença, uma mensagem emocionante – ao avesso do habitual em decisões judiciais. Nas palavras de Guimarães Filho:

“Mas vai! Comprovou-se que a vida já te emancipou, e agora quem o faz é o Poder Judiciário, que lhe deseja paz e inteireza, para cuidar de si, sua família e irmãos, pois se você ainda não tem esses direitos, caráter, honra e brio já demonstrou que possui, de sobra. Como toda sertaneja, és uma forte!”


Via : JOTA

A pressa em mostrar que não se é pobre é, em si mesma, um atestado de pobreza – por Mia Couto

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Trecho de discurso proferido por Mia Couto na abertura do ano letivo do Instituto Superior de Ciências e Técnologia de Moçambique:

“A pressa em mostrar que não se é pobre é, em si mesma, um atestado de pobreza. A nossa pobreza não pode ser motivo de ocultação. Quem deve sentir vergonha não é o pobre mas quem cria pobreza.

A pressa em mostrar que não se é pobre é, em si mesma, um atestado de pobreza - por Mia Couto

Vivemos hoje uma atabalhoada preocupação em exibirmos falsos sinais de riqueza. Criou-se a ideia que o estatuto do cidadão nasce dos sinais que o diferenciam dos mais pobres.

Recordo-me que certa vez entendi comprar uma viatura em Maputo. Quando o vendedor reparou no carro que eu tinha escolhido quase lhe deu um ataque. “Mas esse, senhor Mia, o senhor necessita de uma viatura compatível”. O termo é curioso: “compatível”.

Estamos vivendo num palco de teatro e de representações: uma viatura já é não um objecto funcional. É um passaporte para um estatuto de importância, uma fonte de vaidades. O carro converteu-se num motivo de idolatria, numa espécie de santuário, numa verdadeira obsessão promocional.

Esta doença, esta religião que se podia chamar viaturolatria atacou desde o dirigente do Estado ao menino da rua. Um miúdo que não sabe ler é capaz de conhecer a marca e os detalhes todos dos modelos de viaturas. É triste que o horizonte de ambições seja tão vazio e se reduza ao brilho de uma marca de automóvel.

É urgente que as nossas escolas exaltem a humildade e a simplicidade como valores positivos.

A arrogância e o exibicionismo não são, como se pretende, emanações de alguma essência da cultura africana do poder. São emanações de quem toma a embalagem pelo conteúdo.”

Este discurso fora integralmente publicado na obra “E se Obama fosse africano?”

Avós que cuidam de seus netos deixam marcas em suas almas

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Há pessoas que são pontos cardeais, que levam nossos sentimentos e emoções a sua intensidade máxima. Os avós são exemplos dessas pessoas, pessoas únicas, afetuosas e inesquecíveis.Eles simbolizam uma união que é gerada no papel que envolve uma bala, nos olhares de cumplicidade, no jogo permissivo e compreensivo de um consentimento sem tamanho que chateia os pais.

Avós que cuidam de seus netos deixam marcas em suas almas

Eles são nossas memórias cheias de prazer, diversão e ternura. Histórias cheias de reviravoltas inesperadas, cabelos brancos bagunçados pelo vento e olhos que brilham ao sol durante um passeio em que se sente o calor das mãos que transmitem só amor e compreensão.

O maior e melhor presente: as raízes que criam uma marca emocional inapagável no coração dos seus netos com seu cheiro de segredos compartilhados, de pequenos detalhes, de dedicação, respeito e incondicionalidade.

Os avós têm doutorado em amor

Avós que cuidam de seus netos deixam marcas em suas almas

O modo como os avós educam traz importantes benefícios para uma criança. Por quê? Porque os avós que cuidam dos seus netos transmitem a eles diversos ensinamentos :

  • Passatempos como caminhar, cuidar das plantas, cozinhar, etc.
  • Tradições e histórias familiares: as crianças ficam impressionadas ao saber que seus pais foram pequenos um dia.
  • Canções, jogos e contos de antigamente que estão cheios de beleza e ensinamentos.

Por outro lado, tanto sua posição familiar como sua experiência de vida acumulada garantem um modo de criação que é muito positivo para as crianças. Isso se dá dessa forma porque os avós tendem a:

  • Ter mais paciência e estressar-se menos no cotidiano. Isso lhes permite ser mais afetuosos com as crianças e lhes mostrar de maneira constante um interesse afetivo através de uma relação empática.
  • A comunicação emocional é um pilar básico que permite aos netos se sentirem muito mais compreendidos por seus avós que por seus pais.
  • Corrigir com seus netos os erros que cometeram com seus filhos e, portanto, dar uma visão aos pais sobre certos aspectos.
  • Ao mesmo tempo os avós são muito menos críticos e focam mais em coisas boas que em coisas ruins, destacando assim os pontos fortes da criança mais que seus pontos fracos.
  • Outra bonita característica do modo de educar dos avós é que eles ajudam os netos a adquirir independência dos pais, assim como a se socializar com pessoas de diferentes idades.
  • Muitas vezes os avós fazem o papel de advogados das crianças, servindo assim de ponte para validar sentimentos e resolver complicações que criam obstáculos na convivência e na comunicação entre pais e filhos.
  • Diante de uma situação de crise e instabilidade familiar como pode ser uma separação, os avós são um apoio emocional indispensável aos netos.

Mas não só os avós deixam marcas no coração, os netos também trazem vitalidade, alegria e apoiam seus avós de maneira muito importante. Cuidar dos netos significa para os avós redescobrir o lado surpreendente do mundo, a inocência e o amor mais incondicional.

Avós que cuidam de seus netos deixam marcas em suas almas

Às vezes os pais podem sentir que os avós estão roubando seu papel de protagonistas, que se excedem dando às crianças tudo o que  querem sem nunca dizer-lhes não. Nada mais longe da verdade, pois cada um tem seu lugar e seu papel na vida da criança.

É verdadeiramente impressionante o amor que as crianças absorvem com as guloseimas, os trocados escondidos, os melhores presentes, os jantares favoritos, as quatro comidas diferentes para quatro crianças diferentes, a lembrancinha repentina e as piscadelas de cumplicidade.

A princípio, com esse histórico, pode-se pensar que as crianças gostam de seus avós pelo que estes lhes dão e não por quem são, mas os netos gostam na verdade das tardes com seus avós pelo que eles significam.

Entre outras coisas porque desviam das regras com amor, com cuidado e carinho. Porque a forma de se lembrar de cada detalhe e cada momento faz da infância um lugar único e especial. E porque são os reis que nunca vão ser destronados.

O amor dos avós pelos seus netos é tão imenso que não podem evitar demonstrá-lo de todas as formas possíveis. Cozinhando, com presentes, com doces, com a presença, com os beijos, com os bolsos cheios para que não lhes falte nada, com a atenção e com um cuidado que transforma todos os lugares em lar.

Avós que cuidam de seus netos deixam marcas em suas almas

As crianças percebem esta generosidade sem limites como um carinho tão desmedido que são cativados. E quando os avós estão distantes, as crianças não sentem faltam dos chocolates, mas sim do que eles significam: falar com eles e escutar palavras de ânimo, amor e sabedoria.

No fim os avós são os maiores fãs de seus netos e os que mais reforçam sua perseverança, seus talentos, sua determinação e seus triunfos. E não há ninguém como os avós que perceba tão bem a atitude decidida de seus netos, suas canções favoritas e seus olhos brilhantes impregnados de paixão.

Ninguém pode olhar para os netos com tanta ternura como os avós que deles cuidam, nem ninguém nunca conseguirá maravilhar-se tanto com o passar dos anos, assim como com a marca que vai tomando forma.

Por isso, o cuidado deles reflete um amor puro repleto de alegria e de objetivos. Um carinho que educa as crianças, que as protege de um modo único que nem sempre é compreensível, que é indescritível.Esse é o motivo pelo qual os avós que cuidam de seus netos deixam marcas inapagáveis na alma, um grande legado emocional. Porque todos aqueles caprichos e presentes, assim como aquelas vezes em que os avós foram rápidos demais para aliviar a dor de seus netos, fizeram com que o crescimento destes fosse marcado por um amor pleno, puro e incondicional.

Como o comportamento de manada permite manipulação da opinião pública por fakes

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A estratégia que vem sendo usada por perfis falsos no Brasil e no mundo para influenciar a opinião pública nas redes sociais se aproveita de uma característica psicológica conhecida como “comportamento de manada”.

O conceito faz referência ao comportamento de animais que se juntam para se proteger ou fugir de um predador. Aplicado aos seres humanos, refere-se à tendência das pessoas de seguirem um grande influenciador ou mesmo um determinado grupo, sem que a decisão passe, necessariamente, por uma reflexão individual.

Como comportamento de manada permite manipulação da opinião pública por fakes

“Se muitas pessoas compartilham uma ideia, outras tendem a segui-la. É semelhante à escolha de um restaurante quando você não tem informação. Você vê que um está vazio e que outro tem três casais. Escolhe qual? O que tem gente. Você escolhe porque acredita que, se outros já escolheram, deve ter algum fundamento nisso”, diz Fabrício Benevenuto, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sobre a atuação de usuários nas redes sociais.

Ele estuda desinformação nas redes e testou sua teoria com um experimento: controlou quais comentários apareciam em um vídeo do YouTube e monitorou a reação de diferentes pessoas.

Quanto mais elas eram expostas só a comentários negativos, mais tendiam a ter uma reação negativa em relação àquele vídeo, e vice-versa.

“Um vai com a opinião do outro”, conclui Benevenuto. Em seu experimento, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a influência estava também ligada a níveis de escolaridade: quanto menor o nível, mais fácil era ser influenciado.

Exército de fakes

Como comportamento de manada permite manipulação da opinião pública por fakes

Evidências reunidas por uma investigação da BBC Brasil ao longo de três meses, que deram origem à série Democracia Ciborgue, da qual esta reportagem faz parte, sugerem que uma espécie de exército virtual de fakes foi usado por uma empresa com base no Rio de Janeiro para manipular a opinião pública, principalmente, no pleito de 2014. E há indícios de que os mais de 100 perfis detectados no Twitter e no Facebook sejam apenas a ponta do iceberg de uma problema muito mais amplo no Brasil.

A estratégia de influenciar usuários nas redes incluía ação conjunta para tentar “bombar” uma hashtag (símbolo que agrupa um assunto que está sendo falado nas redes sociais), retuítes de políticos, curtidas em suas postagens, comentários elogiosos, ataques coordenados a adversários e até mesmo falsos “debates” entre os fakes.

Alguns dos usuários identificados como fakes tinham mais de 2 mil amigos no Facebook. Os perfis publicavam constantemente mensagens a favor de políticos como Aécio Neves (PSDB) e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), além de outros 11 políticos brasileiros.

Eles negam ter contratado qualquer serviço de divulgação nas redes sociais por meio de perfis falsos. A investigação da BBC Brasil não descobriu evidências de que os políticos soubessem do expediente supostamente usado.

Eduardo Trevisan, dono da Facemedia, empresa que seria especializada em criar e gerir perfis falsos, nega ter produzido fakes. “A gente nunca criou perfil falso. Não é esse nosso trabalho. Nós fazemos monitoramento e rastreamento de redes sociais”, disse à BBC Brasil.

Personas

As pessoas que afirmam ser ex-funcionárias da Facemedia entrevistadas pela BBC Brasil disseram que, ao começar na empresa, recebiam uma espécie de “pacote” com diferentes perfis falsos, que chamavam de “personas”. Esses perfis simulavam pessoas comuns em detalhes: profissão, história familiar, hobbies. As mensagens que elas publicavam refletiam as características criadas.

“As pessoas estão mais abertas a confiar numa opinião de um igual do que na opinião de uma marca, de um político”, disse um dos entrevistados.

“Ou vencíamos pelo volume, já que a nossa quantidade de posts era muito maior do que o público em geral conseguia contra-argumentar, ou conseguíamos estimular pessoas reais, militâncias, a comprarem nossa briga. Criávamos uma noção de maioria”, diz um ex-funcionário.

Para Yasodara Córdova, pesquisadora da Digital Kennedy School, da Universidade Harvard, nos EUA, e mentora do projeto Serenata de Amor, que busca identificar indícios de práticas de gestão fraudulentas envolvendo recursos públicos no Brasil, “a internet só replica a importância que se dá à opinião das pessoas ao redor na vida real”.

“Se três amigos seus falam que um carro de uma determinada marca não é bom, aquilo entra na sua cabeça como um conhecimento”, diz ela.

Como comportamento de manada permite manipulação da opinião pública por fakes

Confiança abalada

Para Lee Foster, da FireEye, empresa americana de segurança cibernética que identificou alguns perfis fakes criados por russos nas eleições americanas, essa tentativa de manipulação pode não fazer as pessoas mudarem seus votos. “Mas podem passar a ver o processo eleitoral todo como mais corrupto, diminuindo sua confiança na democracia”, afirma.

“As redes sociais estão permitindo cada vez mais coisas avançadas em termos de manipulação nas eleições”, diz Benevenuto, citando as propagandas direcionadas do Facebook. “Estamos entrando em um caminho capaz de aniquilar democracias.”

A solução proposta por pesquisadores para o problema dos perfis falsos e robôs em redes sociais vai da transparência das plataformas ao esforço político de “despolarizar” a sociedade.

Córdova diz que não se deve pensar em “derrubar todos os robôs” – que não são necessariamente maliciosos, são mecanismos que automatizam determinadas tarefas e podem ser usadas para o bem e para o mal nas redes sociais.

“É impossível proibi-los. A saída democrática é ter transparência para outros eleitores”, afirma. Se “robôs políticos” existem e estão voluntariamente cedendo seus perfis para reproduzir conteúdo de um político, eles devem estar marcados como tal, como, por exemplo, “pertencente ao ‘exército’ do candidato X”.

Transparência

Defensora do direito à privacidade e da liberdade de expressão, a pesquisadora Joana Varon, fundadora do projeto Coding Rights (“direitos de programação”), também defende a transparência como melhor via. “Anonimato e privacidade existem para proteger humanos. Bots (robôs de internet) feitos para campanha eleitoral precisam ser identificáveis e registrados, para não enganar o eleitor”, afirma.

Mas como aplicar essa lógica para os perfis falsos controlados por pessoas que prestariam serviço secretamente para políticos, como os identificados pela BBC Brasil?

Para Pablo Ortellado, professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP), deve haver maior transparência e regulação em plataformas como o Facebook, que deve começar a agir “como se fosse um Estado, já que virou a nova esfera pública”, onde acontecem discussões e interações. Ou seja, a plataforma deve começar a se autorregular, se não quiser ser regulada pelos Estados.

Uma de suas tarefas, diz ele, deve ser excluir esses perfis falsos da rede – algo que a própria empresa diz, sem dar detalhes, que pretende fazer no Brasil antes das eleições de 2018.

Como comportamento de manada permite manipulação da opinião pública por fakes

“Mas o grande desafio mesmo é desarmar a sociedade, que está muito polarizada e sendo estimulada nos dois campos. Sem essa polarização, cai a efetividade dos perfis falsos”, diz Ortellado.

Córdova defende que os usuários sejam educados sobre o que são robôs e que mais pessoas os estudem. “O remédio contra esses exércitos de robôs é um exército de pessoas que entendam a natureza dessas entidades na internet.”

Além disso, diz, a tendência é que as plataformas deixem as pessoas controlarem seus próprios feeds e que existam cada vez mais empresas de checagem de notícias, já que outra preocupação em 2018 são as “fake news” (notícias falsas). “Não tem solução mágica. É um ecossistema que está sendo criado.”

À BBC Brasil, o Twitter informou que “a falsa identidade é uma violação” de suas regras e que contas que representem “outra pessoa de maneira confusa ou enganosa poderão ser permanentemente suspensas”.

O Facebook diz que suas políticas não permitem perfis falsos e que está aperfeiçoando seus sistemas para “detectar e remover essas contas e todo o conteúdo relacionado a elas”. “Estamos eliminando contas falsas em todo o mundo e cooperando com autoridades eleitorais sobre temas relacionados à segurança online, e esperamos tomar medidas também no Brasil antes das eleições de 2018.”


Via: BBC

Este acidente espetacular prova que os russos não são desse mundo

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AVISO: tanto o vídeo quanto o gif na matéria contém cenas relativamente fortes, mas vale lembrar que todos os envolvidos sobreviveram.

Não dá pra saber se é a vodka ou algo que os caras comem, mas é fato que os russos tem alguma coisa especial que os tornam muito mais resistentes e quase imortais. Veja o vídeo acima, por exemplo: é uma belíssima de uma pancada capturada pelas tradicionais “dash cams” – aquelas câmeras que o pessoal coloca apontada para a dianteira do carro para gravar os costumeiros acidentes que acontecem por lá – e NINGUÉM morreu, pelo menos não na cena do acidente.

Este acidente espetacular prova que os russos não são desse mundo

Eram quatro ocupantes no imprudente carro: três homens de 19, 20 e 26 anos e uma garota de 21. Todos foram levados para o hospital em condições graves. O motorista do caminhão também sofreu escoriações leves… Mas, de novo, é uma santa cacetada, batman!

É mais sorte do que juízo, não tem outra explicação.

Pronto, eu me rendo ao mito como presidente do Brasil

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Eu me rendo! Jair Messias Bolsonaro será o novo presidente do Brasil e eu estou começando a ficar feliz. Tudo isso porque tenho observado amigos, conhecidos e familiares, e muita coisa boa vai acontecer a partir do dia primeiro de janeiro de 2019, assim que o Mito pegar a faixa.

Pronto, eu me rendo ao mito como presidente do Brasil

Pessoal está fervoroso a favor da família, contra a corrupção, a favor do patriotismo, lindo ver o povo cantando o hino nacional, LINDO! Parece Copa do mundo!

Tem gente que no dia 01 vai ligar pra empresa de energia elétrica e pedir pra desfazer o gato na sua rede elétrica. Gato esse, feito há anos desde o governo Collor. Tem gente que vai desligar aparelho da China que desbloqueia os canais de TV a cabo, afinal é proibido!

Olha só, os maridos vão ligar para as amantes logo após a queima de fogos e dizer que o romance acabou, AFINAL, são 100% família tradicional. Né, “amiguinhos”?

Tem também aqueles pais ausentes que vão se transformar nos melhores pais do mundo, vão pagar as pensões atrasadas, vão dar afeto, amor, carinho, dignos do título de pai.

Tem viajante que já nas férias de janeiro , vai para os EUA e no retorno respeitará a cota de 500 dólares. Afinal agora, o Mito vai destinar os impostos para o lugar certo e você como contrário a corrupção, vai entrar na fila da Receita Federal e declarar TUDO que ultrapassar a sua cota. Né? Já lhe dou os parabéns adiantado!

Tem gente que vai já na primeira semana, regularizar o documento do carro, para não precisar dar propina ao policial. Aliás o próprio policial já não irá mais aceitar esse tipo de “agrado”. Telefone do Detran 3460-4040 – Já liga lá!

Tem “aposentado” que nunca bateu um ponto na vida, ligando pra previdência social e dizendo que não vai aceitar mais receber aquela aposentadoria fantasma feita a 30 anos atrás.

Tem contribuinte que na hora de declarar o imposto de renda, não vai mais precisar do recibo daquele amigo médico ou dentista, dando aquela deduzida MALANDRA no IR. Afinal, o Mito vai destinar a arrecadação ao seu devido lugar, dai ele pára de sonegar e vai pagar o imposto com gosto. 😎

Tem conhecido meu que vai na primeira delegacia , entregar o revólver que comprou de forma ilícita a alguns anos atrás, e vai comprar uma arma legalmente, dentro da nova lei, onde uma pistola vai custar cerca de 12 mil reais.

Outros vão se entregar pelas mulheres que já agrediram na vida, outros pelas merdas que fizeram durante a vida, pois agora é vida nova, Brasil novo, tudo novo… não é?

Tem conhecidos que gostam de dar um tapa naquele enroladinho, sabe? Seu último baseado será no dia 31, um pouco antes da ceia. Pozinho, balinha, pedrinha e afins… nunca mais! Afinal ele não vai continuar financiando o tráfico de drogas, o Mito diz que bandido bom é bandido morto.

Vamos no show do U2 no Maracanã? Tô dentro! Mas nada de carteirinha falsa, hein! Vamos TODOS pagar os 400 reais do ingresso.

Ah… e tem aqueles que compraram carros por programas do governo para “portadores de necessidades especiais”, mas que são completamente sadios e mobilidade perfeita, e que são isentos do IPVA… vão devolver o carro na concessionária, pois a honestidade do Mito fala mais alto.

Não podemos esquecer dos pequenos comerciantes que vão emitir nota fiscal em TODAS as vendas e serviços, porque ele vai desonerar a folha de pagamento e a onda de honestidade chegou ao Brasil.

Já estou em êxtase com esse novo país que vai se iniciar em 2019! Isso sem contar os “pequenos” delitos, como: Furar fila? Nunca mais! Recebi troco a mais? Devolvo na hora. Viva o novo Brasil! Nem quero mais ir embora daqui. Já pensou, um Brasil de honesto, seguidores dos valores da família? Quem diria, heim! Afinal, o problema do Brasil era só o PT.

Depois de perder filho de 3 anos pai escreve 10 regras para todo pai seguir

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Muitas pessoas dizem que o verdadeiro sentido da vida vem depois de se ter um filho, e ninguém consegue imaginar a dor que é perder um. Contrariando o que seria a ordem natural das cosias, Richard Pringle teve que ver seu filho Hughie, de três anos, morrer por causa de uma hemorragia cerebral que foi causada por uma condição que seu filho nasceu.

Depois de perder filho de 3 anos pai escreve 10 regras para todo pai seguir

Um ano depois de ter perdido seu filho, o pai compartilhou em seu Facebook um testemunho emocionante onde ele ensina as 10 coisas mais importantes que ele aprendeu desde que perdeu seu filho.

Depois de perder filho de 3 anos pai escreve 10 regras para todo pai seguir

O testemunho de Richard é comovente e tem o objetivo de alertar todos os pais.

1 – Depois de perder filho de 3 anos pai escreve 10 regras para todo pai seguirVocê nunca pode beijar ou amar demais.

2 – Depois de perder filho de 3 anos pai escreve 10 regras para todo pai seguir

Você sempre terá tempo. Pare o que você está fazendo, nem que seja por um minuto. Nada é tão importante que não possa esperar.

3 – Depois de perder filho de 3 anos pai escreve 10 regras para todo pai seguir

Tire o tanto de fotos e grave o máximo que você conseguir, porque um dia isso pode ser tudo que você terá.

4 – Depois de perder filho de 3 anos pai escreve 10 regras para todo pai seguir

Não gaste dinheiro, gaste tempo. Você acha que o que você gasta importa? Não importa! O que importa é o que você faz. Pule em pula-pula, caminhe, nade no mar, construa um acampamento, divirta-se. Isso é tudo que eles querem. Eu não lembro nada que comprei para o meu filho, só o que eu fiz.

5 – Depois de perder filho de 3 anos pai escreve 10 regras para todo pai seguir

Cante junto. Minhas memórias mais felizes com meu filho é ele nos meus ombros ou no carro e nós cantando nossas músicas favoritas. Memórias são criadas com música.

6 – Depois de perder filho de 3 anos pai escreve 10 regras para todo pai seguir

Aprecie as pequenas coisas. Ficar junto a noite, colocar para dormir, ler histórias, jantares juntos, preguiça de domingo. Aprecie os momentos pequenos. Eles são os que eu tenho mais saudade. Não os deixem passar desapercebidos.

7 – Depois de perder filho de 3 anos pai escreve 10 regras para todo pai seguir

Sempre dê um beijo de despedida nas pessoas que você ama. E se você esquecer volte e os beije. Você nunca sabe quando será a última vez que você terá essa chance.

8 – Depois de perder filho de 3 anos pai escreve 10 regras para todo pai seguir

Faça as coisas chatas ficarem divertidas. Seja bobo, conte piadas, ria, sorria e divirtam-se. Elas serão tarefas chatas só se você as fizer assim. A vida é muito curta para não se divertir.

9 – Depois de perder filho de 3 anos pai escreve 10 regras para todo pai seguir

Mantenha um diário. Anote tudo o que seu pequeno fizer. As coisas engraçadas que eles falam, as coisas fofas que eles fazem. Nós só fizemos essas coisas depois que Hughie se foi. A gente queria se lembrar de tudo. Agora nós fazemos isso por Hettie e vamos ter tudo escrito para quando nós formos mais velhos teremos essas coisas para olhar.

10 – Depois de perder filho de 3 anos pai escreve 10 regras para todo pai seguir

Se você tem seu filho com você, lhe dê um beijo de boa noite. Coma café da manhã com ele, leve-o na escola, na faculdade, os veja se casando. Você é abençoado. Nunca se esqueça disso.


Via   Upsocl 

A triste geração que tudo idealiza e nada realiza

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Demorei sete anos (desde que saí da casa dos meus pais) para ler o saquinho do arroz que diz quanto tempo ele deve ficar na panela. Comi muito arroz duro fingindo estar “al dente”, muito arroz empapado dizendo que “foi de propósito”. Na minha panela esteve por todos esses anos a prova de que somos uma geração que compartilha sem ler, defende sem conhecer, idolatra sem porquê. Sou da geração que sabe o que fazer, mas erra por preguiça de ler o manual de instruções ou simplesmente não faz.

A triste geração que tudo idealiza e nada realiza

Sabemos como tornar o mundo mais justo, o planeta mais sustentável, as mulheres mais representativas, o corpo mais saudável. Fazemos cada vez menos política na vida (e mais no Facebook), lotamos a internet de selfies em academias e esquecemos de comentar que na última festa todos os nossos amigos tomaram bala para curtir mais a noite. Ao contrário do que defendemos compartilhando o post da cerveja artesanal do momento, bebemos mais e bebemos pior.

Entendemos que as BICICLETAS podem salvar o mundo da poluição e a nossa rotina do estresse. Mas vamos de carro ao trabalho porque sua, porque chove, porque sim. Vimos todos os vídeos que mostram que os fast-foods acabam com a nossa saúde – dizem até que tem minhoca na receita de uns. E mesmo assim lotamos as filas do drive-thru porque temos preguiça de ir até a esquina comprar pão. Somos a geração que tem preguiça até de tirar a margarina da geladeira.

Preferimos escrever no computador, mesmo com a letra que lembra a velha Olivetti, porque aqui é fácil de apagar. Somos uma geração que erra sem medo porque conta com a tecla apagar, com o botão excluir. Postar é tão fácil (e apagar também) que opinamos sobre tudo sem o peso de gastar papel, borracha, tinta ou credibilidade.

Somos aqueles que acham que empreender é simples, que todo mundo pode viver do que ama fazer. Acreditamos que o sucesso é fruto das ideias, não do suor. Somos craques em planejamento Canvas e medíocres em perder uma noite de sono trabalhando para realizar.

Acreditamos piamente na co-criação, no crowdfunding e no CouchSurfing. Sabemos que existe gente bem intencionada querendo nos ajudar a crescer no mundo todo, mas ignoramos os conselhos dos nossos pais, fechamos a janela do carro na cara do mendigo e nunca oferecemos o nosso sofá que compramos pela internet para os filhos dos nossos amigos pularem.

Nos dedicamos a escrever declarações de amor públicas para amigos no seu aniversário que nem lembraríamos não fosse o aviso da rede social. Não nos ligamos mais, não nos vemos mais, não nos abraçamos mais. Não conhecemos mais a casa um do outro, o colo um do outro, temos vergonha de chorar.

Somos a geração que se mostra feliz no Instagram e soma pageviews em sites sobre as frustrações e expectativas de não saber lidar com o tempo, de não ter certeza sobre nada. Somos aqueles que escondem os aplicativos de meditação numa pasta do celular porque o chefe quer mesmo é saber de produtividade.

Sou de uma geração cheia de ideais e de ideias que vai deixar para o mundo o plano perfeito de como ele deve funcionar. Mas não vai ter feito muita coisa porque estava com fome e não sabia como fazer arroz.


Por Marina Melz

“Elogiar a tortura é o gesto mais poderoso para dizer que eu sou inimigo de Cristo” por Leandro Karnal

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Muitos dos que se intitulam Cristãos não aplicam ou entendem absolutamente nada do cristianismo, a ponto de propagar o ódio e a violência em nome de Jesus, o que é bastante incoerente já que tais atos são opostos ao cristianismo. Jesus que ofereceu a outra face, defendeu os que eram excluídos e fracos, foi condenado pelos homens de bem da sua época.

Leandro Karnal (São Leopoldo, 1º de fevereiro de 1963) é um historiador brasileiro, atualmente professor da UNICAMP na área de História da América. Foi também curador de diversas exposições, como A Escrita da Memória, em São Paulo, tendo colaborado ainda na elaboração curatorial de museus, como o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo.

Graduado em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e doutor pela Universidade de São Paulo, Karnal tem publicações sobre o ensino de História, bem como sobre História da América e História das Religiões.