Hugo Boss e o nazismo

Hugo Boss e o nazismo

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A grife alemã Hugo Boss reconheceu que seu fundador Hugo Ferdinand Boss apoiou Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial para assim, tentar proteger e dar impulso a sua marca de roupas.

Fornecedor exclusivo dos uniformes negros das SS (Schutzstaffel), da Juventude Hitlerista e de outras agremiações nazistas (sempre muito preocupadas com a elegância), ganhou milhões entre 1934 e 1945 e para dar conta das encomendas, a solução foi apelar para a mão de obra – compreensivelmente baratíssima – dos prisioneiros de guerra.

Hugo Boss e o nazismo

O livro ‘Hugo Boss, 1924-45’ do historiador Roman Köster, docente da Universidade de História Militar de Munique, que foi autorizado pela marca, revela que o proprietário da grife não somente foi um nazista fervoroso durante a Segunda

Guerra, mas também manteve escravizados em sua fabrica em Metzingen, no estado de Baden-Wurttemberg cerca de 180 prisioneiros de guerra.

Hugo Boss e o nazismoDe início, paralelamente à fabricação de uniformes, que era compartilhada com outras alfaiatarias, a Hugo Boss também produzia roupas normais para trabalhadores e camisas. Em 1938, a situação mudou com o reinício do recrutamento militar na Alemanha. O foco passou a ser exclusivamente a confecção de uniformes para as forças nazistas. A empresa chegou a contar com 300 funcionários nesta época. Como era difícil encontrar mão de obra durante a guerra, a fábrica se beneficiou de 140 trabalhadores forçados, à maioria deles, mulheres. Outros 40 prisioneiros de guerra franceses trabalharam para a Hugo Boss de outubro de 1940 a abril de 1941.

Os prisioneiros, segundo o site alemão The Local, que foram utilizados pela Hugo Boss viviam em péssimas condições em um campo de trabalho próximo a fábrica. A higiene e alimentação eram escassas, e o ritmo de trabalho desumano.

O Professor Köster ainda deixa claro que o fundador da empresa Hugo Boss era um nazista convicto: Não somente apoiou Hitler e o Partido, mas também obteve muitas vantagens com isso, como por exemplo vários contratos para a produção dos uniformes militares, sinal de que estava totalmente integrado com o Partido e o movimento político que este representava. O Historiador afirma, outrossim, que a ideologia do Terceiro Reich, foi profundamente assimilada pelo proprietário da empresa.

Hugo Boss e o nazismoDurante o período de desnazificação, com o fim do regime, em 1945, Boss foi processado e multado por sua ativa participação na estrutura nazista, sendo considerado como “responsável”. Apesar disso, ele foi autorizado a continuar tocando sua fábrica. Mas, não viveu tempo suficiente para ver sua empresa virar uma grife mundialmente famosa, morrendo aos 63 anos em 1948 e desde então, sua empresa passou o focar no publico masculino, além de roupas, fabrica perfumes e demais acessórios, o que fez da Hugo Boss líder nacional em seu setor de atuação, além do mais é hoje uma marca de prestigio internacional.

A marca alemã Hugo Boss emitiu um pedido formal de desculpas sessenta anos depois, no dia 22 de setembro de 2011, por ter usado mão de obra escrava na produção de uniformes nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. No comunicado, a empresa expressa o seu profundo pesar às vítimas que sofreram na fábrica dirigida por Hugo Ferdinand. “Nós nunca escondemos nada e sempre buscamos trazer clareza ao que aconteceu no passado. É nossa responsabilidade com a empresa, com nossos funcionários, nossos clientes e com todos os interessados na história da Hugo Boss.”

O pedido de desculpas foi realizado após o lançamento de um novo livro que revela a ligação do estilista alemão com o nazismo. Segundo a publicação, Hugo Boss, não somente era o estilista preferido de Hitler como também um fervoroso adepto do partido nazista.

  Assista ao vídeo a seguir:


VIA: Fotografias da História


Pensador Anônimo

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