Gafe no Oscar foi proposital? Ou foi realmente um erro?

Gafe no Oscar foi proposital? Ou foi realmente um erro?

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A gafe que marcou, para sempre, a entrega do Oscar — maior prêmio da Academia Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS, na sigla em inglês), de Hollywood — de 2017 foi combinada e ensaiada à exaustão. A tese de uma conspiração para que o filme vencedor do prêmio, Moonlight, fosse ofuscado por um erro grosseiro da produção está na cobertura da festa pela Time, uma revista de extrema direita, com tiragem elevada nos EUA.

Gafe no Oscar foi proposital? Ou foi realmente um erro?

Segundo a Time, no entanto, as teses são as mais estapafúrdias possível. Em rápida pesquisa, nas redes sociais, a revista encontrou no ator Matt Damon o principal suspeito para a trama. Ele teria, segundo a internauta Caroline Strickland, “finalmente vencido a eterna batalha entre ele e Jimmy Kimmel, apresentador do Oscar.

Suspeitas à parte, a empresa responsável por auditar a cerimônia do Oscar, a PricewaterhouseCoopers afirmou que está investigando por que aconteceu um erro na hora de anunciar o melhor filme, na cerimônia realizada na noite deste domingo.

Gafe no Oscar foi proposital? Ou foi realmente um erro?Franco favorito

Moonlight: Sob a Luz do Luar, filme sobre o amadurecimento de um jovem afro-americano homossexual, ganhou o Oscar de melhor filme, em uma grande noite para a diversidade em Hollywood. Mas que passou por uma gafe constrangedora no momento da entrega do prêmio principal.

Cometendo um equívoco que causou furor e confusão, os apresentadores Warren Beatty e Faye Dunaway anunciaram inicialmente que o musical romântico La La Land – Cantando Estações, o franco favorito a melhor filme, havia vencido.

Diante das equipes dos dois filmes, ambas constrangidas no palco, Beatty explicou que recebeu o envelope errado para abrir.

Foi a primeira vez de que se tem notícia de um erro tão grande cometido no Oscar, a maior noite do cinema norte-americano, e o acontecimento ofuscou até mesmo as três horas anteriores da premiação, temperada de piadas sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Momento constrangedor

Investigação

A empresa Price Waterhouse Cooper, que supervisiona a votação, informou que os apresentadores receberam o envelope da categoria errada. “No momento estamos investigando como isso pode ter acontecido, e lamentamos profundamente o ocorrido”, informou em comunicado, pedindo desculpas às equipes de Moonlight e La La Land, Beatty, Dunaway e aos espectadores do Oscar.

Nenhum representante da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas estava disponível de imediato para comentar.

— Será este o momento Oscar mais louco de todos os tempos? — indagou Emma Stone, vencedora da estatueta de melhor atriz por seu papel de atriz iniciante em La La Land.

Aos repórteres, nos bastidores, confirmou:

— É um acontecimento muito estranho na história do Oscar.

Premiação

Moonlight, que trata de um menino em luta com a pobreza e sua sexualidade em Miami, também rendeu um prêmio de Melhor Ator Coadjuvante. A estatueta foi para Mahershala Ali, indicado pela primeira vez, e de melhor roteiro adaptado.

Viola Davis foi agraciada como melhor atriz coadjuvante por sua atuação em Um Limite Entre Nós. Na trama, ela vive vive uma dona de casa afro-americana às voltas com dramas familiares.

O reconhecimento dos dois artistas e seus filmes representou um contraste acentuado com a cerimônia de 2016. Nesta, nenhum ator negro foi sequer indicado.

Adele Romanski, produtora de Moonlight, disse esperar que o filme inspire outras pessoas. “Meninos negros e meninas pardas e outras pessoas assistindo em casa que se sentem marginalizados”, disse.

La La Land havia sido indicado em 14 categorias. Saiu com seis prêmios, entre eles os de trilha sonora e canção para City of Stars.

Damien Chazelle, de 32 anos, se tornou a pessoa mais jovem a receber um Oscar de melhor diretor.

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